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terça-feira, 16 de abril de 2013

Fadiga



Todo dia a gente morre um pouquinho.

De envelhecer, de chorar, de rir, de cansar, de amar.
A gente vive para encontrar a vida que distancia a morte.
Ah, pensarei no viver, e não no morrer, mas sabendo que o morrer um pouquinho, todo dia, faz parte do viver.
Ganhar para si o viver é entender o porquê do morrer. E do que vem depois dele.
De repente, vem um beijo ou um novo viver. A gente não tem como saber.
A gente só tem que saber lidar com essas mortinhas de todo dia.
Pois a gente vive sabendo que tem o morrer, mas vive.
Viver é incerto e delicioso.
Viver de chorar, de rir, de cansar. Viver de amar.
Tomara que todo dia a gente encontre uma vidinha no meio da morte, seja o que tiver que morrer para que haja vida.
E que não percamos nossa vida pensando na morte, pensando no final.
O novo só é “novo” porque o velho deixou de existir.
E o novo bate à porta todo dia. 
Há de se abandonar o velho e deixá-lo morrer, a fim de que o novo adentre.
E, assim, todo dia a gente vive um pouquinho mais do que morre.
Aprendamos a semear vida em meio à morte.
A morte não acaba com a vida; ela só existe por causa da vida!
Que haja vida em cada beijo, toque, palavra escrita ou falada.
Vida também é coisa de todo dia

(não esquecer que tudo passa)


Tempo De Amor by Seu Jorge and Almaz on Grooveshark

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